Samba e amor
quarta-feira, 13 de março de 2013
Gripe Clariceana
Quando for descoberto o remédio preventivo contra gripe, as gerações futuras
nunca mais poderão nos entender.
Gripe é uma das tristezas orgânicas mais irrecuperáveis, enquanto dura.
Ter gripe é ficar sabendo de muitas coisas que, se não fossem sabidas nunca precisariam ter sido sabidas.
É a experiência da catástrofe inútil, de uma catástrofe sem tragédia.
É um lamento covarde que só outro gripado compreende.
Como poderão os futuros homens entender que ter gripe nos era uma
condição humana?
Somos seres gripados, futuramente sujeitos a um julgamento severo ou irônico.
Clarice Lispector
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Ao mesmo tempo tanta coisa se amou,se refez, se perdeu, se conquistou.
Retratos estampados do nosso amor,em preto e branco, pregados na parede,
revelando pra sempre a gente,nosso orgulho um do outro olhando pra lente
como quem dissesse "não queremos mais nada nesse mundo".
E que me lembrasse a cada instante que valeu a pena cada lance,
e que valerá, tenha certeza, pra toda a vida.
Vou levar, vou te levar, aonde eu for vou te levar.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Da carta que não enviei e nem terminei
16 de Janeiro de 2011
“De repente em meio á vida, alguém nos olha e vê. Vê, não apenas olha, que o olhar sobre a multidão é vago e vário e o mundo cheio de olhares. Mas. Um olhar nos impressiona. E então se fala, e é como se o ouvido se houvesse parado para acolher naquele som; aquele tom de voz, aquela palavra, aguardados de eternidade a eternidade, numa espera onde a esperança ressoava tímida.” Luzilá Gonçalves Ferreira, Muito além do corpo.
E de repente te vi, te quis, quis você na minha vida. Não importava que definição fosse mais apropriada... Amor, amigo, amante, conhecido. A espera e a vontade da tua existência em meu corpo, em meu coração latente e em minha cabeça confusa se fazia urgente.
Ah, e de repente você também me quis, me aceitou. Você me reconheceu diante de milhões de coisas mais importantes naquela época. Você reconheceu meu olhar verde vazio, e dai tudo virou carnaval.
Hoje faz 1 ano, 12 meses, 365 dias que o carnaval começou. Hoje faz 12 meses de reconhecimento, amor, cumplicidade, companheirismo, divisão, humor, cara de abuso, sovaquinho, dedo no nariz, cachorrinho, beliscões na barriga, cócegas nos pés, mãos nas bundas deliciosas, beijos bêbados desesperados, transas urgentes escondidas, poesia, brigas sem porquês, brigas com porquês, cretinices, filmes e muitos filmes, Serrambi, Porto de galinhas, barraca de acampar, camisa branca com função de proteger o rosto do sol das manhãs claras, Calvin e Haroldo, Sushis e tantos sushis, cervejas e quantas cervejas, embriaguez lúcida safada no Recife antigo, olhos de ressaca e sono, Garanhuns e muito frio, pele, teu corpo junto ao meu corpo, tua boca, tua língua dentro de mim, a compressão do sexo, o gozo, ah, o gozo.
Eu e você, tão iguais e tão iguais. Peixes com ascendente em libra. Libra com ascendente em leão. Ambos librianos no centro do mundo, procurando a justiça para nos mantermos juntos a eternidade que nos foi exposta, a eternidade que sempre fizemos questão de inventar, tal qual já durou 365 dias.
“De repente em meio á vida, alguém nos olha e vê. Vê, não apenas olha, que o olhar sobre a multidão é vago e vário e o mundo cheio de olhares. Mas. Um olhar nos impressiona. E então se fala, e é como se o ouvido se houvesse parado para acolher naquele som; aquele tom de voz, aquela palavra, aguardados de eternidade a eternidade, numa espera onde a esperança ressoava tímida.” Luzilá Gonçalves Ferreira, Muito além do corpo.
E de repente te vi, te quis, quis você na minha vida. Não importava que definição fosse mais apropriada... Amor, amigo, amante, conhecido. A espera e a vontade da tua existência em meu corpo, em meu coração latente e em minha cabeça confusa se fazia urgente.
Ah, e de repente você também me quis, me aceitou. Você me reconheceu diante de milhões de coisas mais importantes naquela época. Você reconheceu meu olhar verde vazio, e dai tudo virou carnaval.
Hoje faz 1 ano, 12 meses, 365 dias que o carnaval começou. Hoje faz 12 meses de reconhecimento, amor, cumplicidade, companheirismo, divisão, humor, cara de abuso, sovaquinho, dedo no nariz, cachorrinho, beliscões na barriga, cócegas nos pés, mãos nas bundas deliciosas, beijos bêbados desesperados, transas urgentes escondidas, poesia, brigas sem porquês, brigas com porquês, cretinices, filmes e muitos filmes, Serrambi, Porto de galinhas, barraca de acampar, camisa branca com função de proteger o rosto do sol das manhãs claras, Calvin e Haroldo, Sushis e tantos sushis, cervejas e quantas cervejas, embriaguez lúcida safada no Recife antigo, olhos de ressaca e sono, Garanhuns e muito frio, pele, teu corpo junto ao meu corpo, tua boca, tua língua dentro de mim, a compressão do sexo, o gozo, ah, o gozo.
Eu e você, tão iguais e tão iguais. Peixes com ascendente em libra. Libra com ascendente em leão. Ambos librianos no centro do mundo, procurando a justiça para nos mantermos juntos a eternidade que nos foi exposta, a eternidade que sempre fizemos questão de inventar, tal qual já durou 365 dias.
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