segunda-feira, 5 de abril de 2010



"A tua presença
Entra pelos sete buracos da minha cabeça
A tua presença
Pelos olhos, boca, narinas e orelhas
A tua presença
Paralisa meu momento em que tudo começa
A tua presença
Desintegra e atualiza a minha presença
A tua presença
Envolve meu tronco, meus braços e minhas pernas
A tua presença
É branca, verde, vermelha, azul e amarela
A tua presença
É negra, negra, negra
Negra, negra, negra
A tua presença
Transborda pelas portas e pelas janelas
A tua presença
Silencia os automóveis e as motocicletas
A tua presença
Se espalha no campo derrubando as cercas
A tua presença
É tudo que se come, tudo que se reza
A tua presença
Coagula o jorro da noite sangrenta
A tua presença é a coisa mais bonita em toda a natureza
A tua presença
Mantém sempre teso o arco da promessa
A tua presença
Morena, morena, morena..."

sexta-feira, 2 de abril de 2010



"no super mercado eu tento escolher o mesmo sabor que você deve gostar..."

quarta-feira, 31 de março de 2010

E quem sabe virar a mesa, ir embora e tentar outro orgasmo?
E quem sabe ficar, pela milésima vez tentar?
E quem sabe adeus?
E quem sabe voltar?
E quem sabe?
sabe se isso vai dá?
sabe se eu vou dá?
sabe se isso?
se isso sabe dá?
E quem sabe se você se mudar?
E quem sabe se você vai mudar?
sabe você mudar?
sabe mudar você?
sabe dá, sabe dá, sabe dá?
E quem sabe ir embora?
E quem sabe nunca mas voltar?

(nunca mas voltar!)

sábado, 27 de março de 2010

"Queria saber que dia cai o carnaval
O carnaval cai que dia?
O carnaval cai?
O peito cai, o pinto cai, a bolsa cai
Uma estrela cai, um balçao cai
O meu queixo cai, quando você sai."

quinta-feira, 11 de março de 2010



a inspiração interrompeu, ela não deixou que as coisas fossem como deviam ser,


"ela partiu, e nunca mas voltou..."

segunda-feira, 8 de março de 2010

"Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas."

Caio F.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Não sei da calmaria do amor e nem do fazer amor.
Não sei amar o antirecíproco e nem o adimito.