Parada permaneço com a respiração ansiosa e o barulho da chuva caindo depressa, com urgência de molhar a minha vida. Fico aqui quieta, quase paralítica pensando no que devo fazer pra esquecer o que passou. aqui eu fico com as mazelas impregnadas do carnaval, as doenças que fiz questão de te contagiar pra não ser mais um no meio dos mortais. E o mundo é de contagios, nada a mais que isso. Aqui eu fico pensando em ver um filme pra aguçar a minha emoção, dizer a elas que eu ainda existo mesmo só, mesmo sozinha. Ler nessas horas seria uma boa idéia mas a vista treme, lagrimeja, doí e eu só olho pra parede branca refletindo nada com tudo, morte com ressureição.
Por fim, vejo toda foto rasgada, surrada com outros alegres humanos e eu tão psicopatazinha de quase 17 anos no meio dos miseráveis, eu que tô no meu inferno astral pré-aniversáriante.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Porque eu que me dizia tão cheia em 2009, me vejo vazia de tudo. Me mostro saturada do que nem me pertence, do que eu nem fiz. me sinto saturada do vazio.
Mas o mundo é outro, o mundo é de velocidade e eu me encontro parada no tempo com pensamentos que não vão me levar a uma vitória comemorada, mesmo sem saber porque eu tenho que ser vitoriosamente vestibulanda no final do ano.
Mas o mundo é outro, o mundo é de velocidade e eu me encontro parada no tempo com pensamentos que não vão me levar a uma vitória comemorada, mesmo sem saber porque eu tenho que ser vitoriosamente vestibulanda no final do ano.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Terça-feira de carnaval, dia 24 de fevereiro e uma ressaca ordinária em minha vida.
A mente pedia o carnaval da carne, mas o corpo pedia pra pará. o corpo pedia cama e doses homeopáticas, mas a mente queria o sexo sem nexo teu, do teu carnaval.
A tarde pediu Olinda sombria com furtos e familiares, mas a noite, essa pedia o fogo dos corpos necessitados; essa me media a dança, o evento, o artista e tudo que fosse eletricamente agitado.
Dentre os agitos quase pós-carnavalesco eu te encontro sublime e fechado, tão chato!
Porém com teus beijos eu encontrei o que jamais tinha achado antes.
E a gente rodava, se beijava, se abraçava e com olhares tontos e molhados quase pediamos pra não nos perdermos. Era a necessidade complexamente apaixonada; era o teu eu dentro do meu eu lírico.
Por fim quarta-feira, por fim o cinza da quarta-feira de cinzas, mas o vermelho que eu quero ter comigo o ano inteiro. "De janeiro a janeiro sem atropelos..."
A tarde pediu Olinda sombria com furtos e familiares, mas a noite, essa pedia o fogo dos corpos necessitados; essa me media a dança, o evento, o artista e tudo que fosse eletricamente agitado.
Dentre os agitos quase pós-carnavalesco eu te encontro sublime e fechado, tão chato!
Porém com teus beijos eu encontrei o que jamais tinha achado antes.
E a gente rodava, se beijava, se abraçava e com olhares tontos e molhados quase pediamos pra não nos perdermos. Era a necessidade complexamente apaixonada; era o teu eu dentro do meu eu lírico.
Por fim quarta-feira, por fim o cinza da quarta-feira de cinzas, mas o vermelho que eu quero ter comigo o ano inteiro. "De janeiro a janeiro sem atropelos..."
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Sei lá o que sinto, sei que carrego o mundo nas costas e respiro seu cansaso diário. Hoje me sinto outra pessoa, diriamos até que uma pessoa de 2009. Fugi da paixão e seu desespero e conheçi a coragem que eu nunca pensei que um dia teria na minha vida, hoje sou desesperadamente apaixonada pela minha coragem cotidiana. Pois hoje posso dizer com todas as letras que resolvo o mundo, afinal me resolvi, e não tem nada mais corajoso do que se resolver com uma pessoa que passa a imagem mais mal resolvida do mundo. Me resolvo, te resolves e nós resolvemos o mundo!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
"Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar."
Clarice Lispector
Clarice Lispector
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Saí na intensão. mas intensão de quê? por favor, não me pergunte, é uma pergunta muito complexa pra mim, certamente não saberia responder. Sei que o dia era de chuva, como aqueles que quando eu olhava pensava logo em pôr um casaco vermelho de lã, daqueles que você se sente quase uma "lady". Enfim, me sentia viva e sabia que por onde eu fosse eu daria uma risada gostosa e que ela me ajudaria a esquecer o acontecimento anterior. Pode até parecer irônia do destino, mas naquele dia eu me encontrava num lugar onde só existiam doidos, literalmente. doidos de cabeça, pé, mão, juízo, gritantes. doidos que aclamam, que chamam, se danam. pois é, me encontrei na Tamarineira, um tal de Rock na Tamarineira, e que de rock não tinha nada. era o "brega" popular que se familiarizava cada vez mais com aquelas criaturas tão carentes por vezes de apenas um sorriso. Ah, haviam "click's", muitos clicks insaciáveis; e como de costume muitas poses e trejeitos algumas vezes até bizarros. Confesso que me diverti demais, por algumas horas me senti até em casa. apesar das situações deprimetes e de saber a realidade dos que ali habitam, eu percebi uma alegria, uma alforia intensa que valeu meu dia.
Os dias loucos são os mais normais!
Os dias loucos são os mais normais!
Assinar:
Postagens (Atom)