segunda-feira, 12 de outubro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
"Não sei amar a calma
Não sei da paixão suave
Nem do carinho leve
Não sei amar o cotidiano
Não sei da paixão homeopática
Nem do carinho cronometrado
Só sei do momento bárbaro
Que aflora erupção vulcânica
E sublima a mortalidade
Na mas profunda satisfação animal"
(Seu José Jofilsan, minha coisa linda de todos os dias.)
Não sei da paixão suave
Nem do carinho leve
Não sei amar o cotidiano
Não sei da paixão homeopática
Nem do carinho cronometrado
Só sei do momento bárbaro
Que aflora erupção vulcânica
E sublima a mortalidade
Na mas profunda satisfação animal"
(Seu José Jofilsan, minha coisa linda de todos os dias.)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Levo a liberdade ao meu favor.
Ando cansada do meu mundinho. Daquele mesmo que você conheçeu um dia. eu, as fotografias, os planetas, as cores e o abraço.
-esgotei!
O mundo, meu bem, é de constante mudança, e embora eu não esteja preparada pra tal coisa, preciso encarar que vivo numa bolha de contagios mundias. e isso diz respeito as oscilações que me faz acordar cada dia e saber que vivo, e não apenas sobrevivo.
Embora viver seja respirar a nostalgia das fotografias que nunca consigo jogar fora, deitar e tentar tocar em júpiter e saturno na sua transa perfeita, colorir os sorrisos dos amantes mais secretos e dos amigos mais sinceros e lembrar do abraço que não é abstrato, que não é desconvexo, não é descontinuo nem desconfortável. Ao contrário, o abraço feri a fogo, porque é de alma, é espiritual e carnal. é amigo, e amizade não se muda. eu repito: amizade não se muda!
mudar, mas devagarzinho. mudar com sensatez, porque mudança de amores requer muito choro e vela. e só de lembrar que preciso deixar em outro mundo o eu, as fotografias, os planetas, as cores e o abraço, me faz não querer mudar. mudar pra quê?
Me pergunto, excluvivamente com aquele "eu" que ainda sou: Porque as pessoas estão em constante mudança pra buscar a meta e a metade da sua identidade?
e o mesmo "eu" responde: a identidade é nós, a meta é a busca insaciável pelo vida invisível e a metade é inteira, grandiosa. talvez a metade sejam eles, porém podem também ser elas. não, isso eu não sei responder porque metade pra mim é amor e a outra metade também, isso faz com que eu entenda que amor não se explica, amar é urgente!
Entendi então que daqui a mil segundos me mudo, mas sem nunca deixar minha meta insaciável, identidade do "eu" passado e principalmente as fotografias, os planetas, as cores e o abraço. levo a liberdade ao meu favor!
-esgotei!
O mundo, meu bem, é de constante mudança, e embora eu não esteja preparada pra tal coisa, preciso encarar que vivo numa bolha de contagios mundias. e isso diz respeito as oscilações que me faz acordar cada dia e saber que vivo, e não apenas sobrevivo.
Embora viver seja respirar a nostalgia das fotografias que nunca consigo jogar fora, deitar e tentar tocar em júpiter e saturno na sua transa perfeita, colorir os sorrisos dos amantes mais secretos e dos amigos mais sinceros e lembrar do abraço que não é abstrato, que não é desconvexo, não é descontinuo nem desconfortável. Ao contrário, o abraço feri a fogo, porque é de alma, é espiritual e carnal. é amigo, e amizade não se muda. eu repito: amizade não se muda!
mudar, mas devagarzinho. mudar com sensatez, porque mudança de amores requer muito choro e vela. e só de lembrar que preciso deixar em outro mundo o eu, as fotografias, os planetas, as cores e o abraço, me faz não querer mudar. mudar pra quê?
Me pergunto, excluvivamente com aquele "eu" que ainda sou: Porque as pessoas estão em constante mudança pra buscar a meta e a metade da sua identidade?
e o mesmo "eu" responde: a identidade é nós, a meta é a busca insaciável pelo vida invisível e a metade é inteira, grandiosa. talvez a metade sejam eles, porém podem também ser elas. não, isso eu não sei responder porque metade pra mim é amor e a outra metade também, isso faz com que eu entenda que amor não se explica, amar é urgente!
Entendi então que daqui a mil segundos me mudo, mas sem nunca deixar minha meta insaciável, identidade do "eu" passado e principalmente as fotografias, os planetas, as cores e o abraço. levo a liberdade ao meu favor!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
versos íntimos
Vê?! ninguém assistiu ao formidável
enterro de tua última quimera.
Somente a ingraditão - esta pantera
foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te á lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
mora, entre feras, sente inevitável
necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
a mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
apedreja essa mão vil que te afaga,
escarra nessa boca que te beija!
(Augusto dos Anjos)
enterro de tua última quimera.
Somente a ingraditão - esta pantera
foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te á lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
mora, entre feras, sente inevitável
necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
a mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
apedreja essa mão vil que te afaga,
escarra nessa boca que te beija!
(Augusto dos Anjos)
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Tpm clariceana
Sinto um negócio por dentro, bem lá dentro que mexe qualquer coisa e se torna viva. E o que eu penso ser negócio é chamado de vazio mensal. É algo podre, porque eu me torno podre falando coisas sem nexo de um "eu" bandido, trazendo a raiva da vida inteira, jogando em pessoas maltidas de caráter sujo e ameaçador silencioso o que penso na realidade. e o que eu penso não é nada bonito, você pode pegar de exemplo sua tripa e engolir, fazer uma autodigestão e ver que tudo se perde, nada se transforma. Além do meu jogo carnal diabólico, eu posso me mostrar uma pessoa introspectiva, com uma vontade de saber quem eu sou tão frenética que me faz delirar e sentir o cheiro podre do mundo ou mesmo o teu cheiro de lambedor de beterraba, e logo após ouvir no surprises do radiohead e perceber que não sou nada de útil, apesar do livros e fatos.
Eu digo não ao plágio gerado por essa década de idiotas, eu digo não!
Eu digo não ao plágio gerado por essa década de idiotas, eu digo não!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
O dia em que Júpiter e saturno (não) se reconheçeram
Foi uma das primeiras pessoas das quais ela teme e trata com desdém que a mesma viu. Era bonito, era barbado e gordinho. tinha um olhar pequeno, mas completamente invasivo; tinha um olhar que anunciava a entrada e a partida. Se mantinha do outro lado da rua com pessoas conheçinhas de pouca importancia afetuosa, apresentava sempre sua vinda. Ela no seu traje de uma elegância indescultível se mostrava atenta ao que não fosse a presença fria daquele homem. ela mostrava importancia com um copo de cerveja, duas amigas e uma bolsa preta. Como de costume ele desce as escadas e vem em sua direção, como de costume ela se finje de louca, de bêbada. ela adota uma chamada urgente no telefone, ela inicia uma maquiagem borrada, ela faz e acontece para não precisar dos beijos e abraços formais daquele indivíduo inconstante.
Mas de fato ele faz o que ela tanto espera. o abraço, dois beijos nas maçãs do rosto e um tudo bem com tom de superficialidade.
Pra ela é dia de festa, e dias de festa não contém ele e sua contradição diária; pra ela é melhor entrar na festa, tomar todas e dançar a noite. Ela não tem dúvidas, ela entra e faz dá sua noite desconexa uma coisa eufórica com danças e coreografias pseudo-ensaiadas, com passos duplos, sorrisos largos, suor, cabelos ao vendo e principalmente alegria. ela faz seu show ter platéia, ela faz com que as pessoas parem para ver a cena de sua vida, para ver como se é feliz sem uma insegurança acentuada. Com isso ela consegue fazer com que ele pare, sente, veja, beba, faça caras de interrogação e se mostre sempre chato e fechado. Ele se torna a plateia da vida dela e talvez apenas pra intimida-lá, talvez só pra isso. Mas a luz se apaga, a festa não para e pessoas se afastam. Júpiter e saturno se reconheçem!
Júpiter puxa Saturno pela mão e lhe trás uma vida cheia de alegria, a discotecagem faz uma linha anos 80, "Levando a vida adoidado!". Ele pega ela pelas costas nua e mistura suor, saliva e cerveja. eles se beijam, se abraçam. Saturno cruza o céu que Júpiter habita, Júpiter reconhece Saturno e sua leveza diante do romance.
O céu chove de emoção e eles aproveitam para ficar grudados embaixo do guarda-chuva, como num filme frances qualquer, com diálogo alemão e histórias em espanhol. com encontros e desencontros, beijos molhados na nuca.
Adeus guarda chuva azul-claro-avó, agora eles se aquecem na chuva branca, na chuva morna. eles se aquecem na chuva que se transformou para receber aquele momento único, aquele momento de silêncio e aquele momento tinha tudo haver com os planetas.
-tenho frio
-tenho esse momento, não preciso de frio!
-então me abraça forte, eu quero te ter.
-vamos ficar calados, quientinhos. vamos aproveitar o momento.
-me beija!
-te beijo!
(Silêncio profundo, olhares penetrantes.)
-isso tudo tá bonito
-tá sim, lindo!
-dorme comigo
- não!
-dormi comigo! não precisamos transar, mas eu queria ficar agarrado contigo e passar o dia de amanhã ao teu lado.
-não, eu tenho minha vida; eu tenho o mundo afora pra correr, vencer batalhas que ninguém vê!
-por favor, dorme comigo!
-eu não vou, já disse!
-então me contra amanhã, eu te ligo. me encontra amanhã por favor!
-te encontro, mas acho que tu não vai me ligar
acho que tudo vai se esqueçer por aqui.
-eu vou te ligar, eu preciso te ver amanhã.
-eu acredito.
Voltaram pra festa, tinham um ar de namorados, amantes antigos sinceros. no coração dela batia exatamente 2 tiros, no coração dela existia o delima da expectativa do dia seguinte e o final do dia de "agora". ele aparentava felicidade frequênte, ele aparentava samba e amor.
Despediram-se com beijos molhados longos na escada seca com a chuva dos planetas e ele foi embora com cara de partida. Ela deu as costas e terminou indo embora depois de exatamente 10 minutos. O dia raiou, a festa acabou e nada mais é igual sem ele!
Mas de fato ele faz o que ela tanto espera. o abraço, dois beijos nas maçãs do rosto e um tudo bem com tom de superficialidade.
Pra ela é dia de festa, e dias de festa não contém ele e sua contradição diária; pra ela é melhor entrar na festa, tomar todas e dançar a noite. Ela não tem dúvidas, ela entra e faz dá sua noite desconexa uma coisa eufórica com danças e coreografias pseudo-ensaiadas, com passos duplos, sorrisos largos, suor, cabelos ao vendo e principalmente alegria. ela faz seu show ter platéia, ela faz com que as pessoas parem para ver a cena de sua vida, para ver como se é feliz sem uma insegurança acentuada. Com isso ela consegue fazer com que ele pare, sente, veja, beba, faça caras de interrogação e se mostre sempre chato e fechado. Ele se torna a plateia da vida dela e talvez apenas pra intimida-lá, talvez só pra isso. Mas a luz se apaga, a festa não para e pessoas se afastam. Júpiter e saturno se reconheçem!
Júpiter puxa Saturno pela mão e lhe trás uma vida cheia de alegria, a discotecagem faz uma linha anos 80, "Levando a vida adoidado!". Ele pega ela pelas costas nua e mistura suor, saliva e cerveja. eles se beijam, se abraçam. Saturno cruza o céu que Júpiter habita, Júpiter reconhece Saturno e sua leveza diante do romance.
O céu chove de emoção e eles aproveitam para ficar grudados embaixo do guarda-chuva, como num filme frances qualquer, com diálogo alemão e histórias em espanhol. com encontros e desencontros, beijos molhados na nuca.
Adeus guarda chuva azul-claro-avó, agora eles se aquecem na chuva branca, na chuva morna. eles se aquecem na chuva que se transformou para receber aquele momento único, aquele momento de silêncio e aquele momento tinha tudo haver com os planetas.
-tenho frio
-tenho esse momento, não preciso de frio!
-então me abraça forte, eu quero te ter.
-vamos ficar calados, quientinhos. vamos aproveitar o momento.
-me beija!
-te beijo!
(Silêncio profundo, olhares penetrantes.)
-isso tudo tá bonito
-tá sim, lindo!
-dorme comigo
- não!
-dormi comigo! não precisamos transar, mas eu queria ficar agarrado contigo e passar o dia de amanhã ao teu lado.
-não, eu tenho minha vida; eu tenho o mundo afora pra correr, vencer batalhas que ninguém vê!
-por favor, dorme comigo!
-eu não vou, já disse!
-então me contra amanhã, eu te ligo. me encontra amanhã por favor!
-te encontro, mas acho que tu não vai me ligar
acho que tudo vai se esqueçer por aqui.
-eu vou te ligar, eu preciso te ver amanhã.
-eu acredito.
Voltaram pra festa, tinham um ar de namorados, amantes antigos sinceros. no coração dela batia exatamente 2 tiros, no coração dela existia o delima da expectativa do dia seguinte e o final do dia de "agora". ele aparentava felicidade frequênte, ele aparentava samba e amor.
Despediram-se com beijos molhados longos na escada seca com a chuva dos planetas e ele foi embora com cara de partida. Ela deu as costas e terminou indo embora depois de exatamente 10 minutos. O dia raiou, a festa acabou e nada mais é igual sem ele!
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